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Varicocele, um problema antigo, uma solução atual

Publicado há um ano atrás, por Dr. Marcelo Alves Aranha

O termo varicocele se refere as dilatações do sistema que drena o sangue venoso do testículo (plexo pampiniforme) ou, em outras palavras, varizes escrotais.

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O termo varicocele se refere as dilatações do sistema que drena o sangue venoso do testículo (plexo pampiniforme) ou, em outras palavras, varizes escrotais.

A posição dos testículos, fora da cavidade abdominal, lhes confere a temperatura ideal para a produção espermática. Mais que isso, o plexo pampiniforme atua resfriando o sangue que chega aos testículos. Com isso, quando existem varizes neste sistema venoso, pode ocorrer elevação da temperatura testicular e redução da quantidade de oxigênio disponível, podendo acarretar alterações na produção espermática.

Não é de hoje que existe a associação entre varicocele e infertilidade, já século I, Celsius descreveu a associação entre varicocele e atrofia testicular. E a preocupação é pertinente, uma vez que cerca de 15% de todos os indivíduos apresentam varicoceles e esta proporção aumenta para cerca de 40% daqueles que apresentam dificuldades em conceber. Desta forma é considerada a causa reversível mais comum de infertilidade, mas é válido lembrar que nem todos os indivíduos que apresentam a patologia irão desenvolver alterações espermáticas.

A varicocele pode alterar a fertilidade masculina através da redução da contagem, motilidade e morfologia espermática. Recentemente, alterações do potencial reprodutivo masculino podem ser observadas através de testes funcionais, como o teste de fragmentação do DNA espermático.

Seu diagnóstico é feito através do exame clínico, que permite a distinção entre os diferentes graus da patologia (I, II e III) e confirmado através de ultrassom com doppler de vasos espermáticos.

Seu tratamento pode ser realizado através de correção cirúrgica ou embolização percutânea. Atualmente o a técnica considerada como padrão ouro é correção microcirúrgica, que apresenta menores taxas de morbidade e recorrência local.

Quanto aos resultados do tratamento cirúrgico, a maioria dos pacientes tende a apresentar melhora dos parâmetros de espermograma, bem como no índice de fragmentação do DNA espermático.

As chances de gestação por método natural podem aumentar em até 2,6 vezes. Mais que isso, sua correção pode melhorar taxas de sucesso em inseminação intrauterina, fertilização in vitro e até mesmo fazer com que indivíduos que não produzem espermatozoides (azoospermia) passem a produzi-los.

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