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Criopreservação de Embriões

A criopreservação ou congelamento de embriões é uma técnica que traz benefícios clínicos em diversas situações, como por exemplo: casos de preservação da fertilidade, redução do risco da síndrome de hiperestímulo ovariano, acúmulo de embriões, doação de embriões, biópsia embrionária ou em situações que se tem embriões excedentes dos procedimentos de FIV/ICSI.

É uma técnica que permite que a paciente obtenha gravidez sem a necessidade de passar por um novo ciclo de FIV/ICSI com estímulo ovariano, aumentando as taxas de gravidez cumulativas da paciente.

O congelamento de embriões pode ser realizado em qualquer fase do desenvolvimento embrionário. O mais comum é que seja congelado em estágio de clivagem (no dia 3 do desenvolvimento) ou então no estágio de blastocisto.

Para o processo de congelamento de embriões, a paciente passará por todas as etapas similares a uma FIV/ICSI: estímulo e controle ovariano, aspiração folicular, FIV/ICSI e acompanhamento do desenvolvimento embrionário.

Atualmente, o congelamento é realizado através da técnica de vitrificação, que é uma técnica segura e rápida, que se baseia no fenômeno físico da passagem da solução de estado líquido para sólido (vítreo), evitando a formação de cristais de gelo intracelular.

A formação de cristais de gelo pode prejudicar as organelas celulares, afetando o desenvolvimento do embrião. Por isso, no processo de congelamento o uso de crioprotetores e mais a combinação do processo rápido de vitrificação garantem uma maior segurança para a sobrevivência do embrião.

Os embriões podem ser mantidos criopreservados por tempo indeterminado.

Criopreservação de Óvulos

A criopreservação ou congelamento de óvulos é um processo recomendado para preservação da fertilidade feminina.

É um procedimento recomendado nas seguintes situações: mulheres que apresentam doenças clínicas importantes e serão submetidas a tratamento por meio da radioterapia ou quimioterapia, apresentam diminuição da reserva ovariana, serão submetidas a procedimento cirúrgico com risco de perda da função ovariana (cirurgias para a retirada de endometriomas, retirada dos ovários ou parte dele), e a preservação social da fertilidade (gostaria de preservar seus óvulos para o projeto de gravidez futuramente.

Essa técnica se desenvolveu a partir dos anos 90 e atualmente permite a preservação das células em temperaturas baixíssimas (-196°C), afetando o mínimo possível sua função e estrutura. Os principais determinantes da qualidade dos óvulos depois do descongelamento são a idade da paciente no período do congelamento (após os 35 anos a eficiência é menor) e a da qualidade do material inicial.

O processo do congelamento de óvulos ocorre da seguinte forma: estímulo ovariano, coleta dos óvulos em centro cirúrgico com sedação leve (10 a 15 min), aspira-se os folículos dos ovários dentro dos quais estão os óvulos; Antes de serem colocados em criopreservação, os gametas femininos recebem uma substância crioprotetora, que além de evitar a formação de cristais de gelo no interior dos óvulos, conservam as estruturas internas. Após o processo de congelamento, os óvulos podem ficar armazenados por tempo indeterminado, pois o que vale é a ‘’idade” do óvulo.

O número de óvulos vai depender da reserva ovariana e da resposta ao estímulo ovariano. Mas é possível realizar mais de um ciclo de estímulo para se ter um acúmulo de óvulos criopreservados.

O tempo ideal para congelar óvulos seria até aos 35 anos, pois apresentam melhores chances de sucesso. Após os 35 anos o congelamento pode ser feito, mas as taxas de sucesso de descongelamento e fertilização in vitro são afetadas pela qualidade do óvulo que depende da idade da mulher.

Criopreservação de Sêmen

A criopreservação ou o congelamento de sêmen é uma técnica que tem por finalidade preservar e armazenar amostras de sêmen para o futuro.

O Banco de Sêmen atende aos indivíduos que necessitam de criopreservação seminal devido:

  • Patologias que induzam à infertilidade ou prejudique a espermatogênese
  • Indivíduos que irão submeter a quimioterapia e/ou radioterapia
  • Dificuldade de coleta de sêmen no momento de realizar o tratamento de FIV/ICSI
  • Voluntários para doação de sêmen
  • Indivíduos que exercem uma profissão com algum risco ocupacional que possa afetar a fertilidade
  • Indivíduos que serão submetidos à vasectomia, objetivando a preservar a fertilidade futura

Como é realizado o procedimento?

Para a coleta de sêmen, é necessário apresentar ao laboratório exames de sorologias, tais como Zika vírus, HIV, HTLV, Sífilis, Hepatite B e Hepatite C.

A coleta de espermatozoides é realizada por masturbação em uma sala reservada e própria na Androlab. É realizada uma avaliação da qualidade seminal, analisando alguns parâmetros como concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides.

O sêmen então pode ser capacitado, dependendo da qualidade seminal, e criopreservado. É utilizado um meio crioprotetor específico para evitar a formação de cristais de gelo no interior dos espermatozoides e proteger essas células. O material é armazenado em containers de nitrogênio líquido, onde o material fica sob a temperatura de -196 ºC e podem ficar armazenados por tempo indeterminado.

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